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Com peso dos juros, 47% das PMEs relatam pressão nos custos, diz pesquisa

Levantamento da Serasa Experian mostra maiores restrições para acesso ao crédtio, pressionando margem dos empreendedores

Em meio ao cenário de juros na casa de dois dígitos há mais quatro anos, cerca de metade das PMEs (Pequenas e Médias Empresas) brasileiras relatam avanço na pressão dos custos nos últimos 12 meses, segundo levantamento da Serasa Experian, publicado nesta quarta-feira (15).

O levantamento mostra que 47% das PMEs classificam a pressão de custos como alta ou muito alta, enquanto apenas 23% afirmam não ter observado aumento relevante no período.

Cleber Genero, vice-presidente de pequenas e médias empresas da Serasa Experian, aponta que, mesmo com as expectativas de novos cortes na taxa básica, o patamar ainda segue elevado e com maiores barreiras para o crédito, o que encarece o acesso a capital de giro e reduz a margem de manobra financeira das empresas.

"Esse contexto dificulta a absorção dos aumentos de custos ao longo da operação. Quando combinado às pressões já observadas em insumos, folha, tributos e despesas correntes, o resultado tende a ser uma compressão mais intensa das margens, especialmente entre empresas de menor porte, que têm menos escala e menor capacidade de repasse".

Esse cenário já se traduz em perda de margem: 49% das empresas relatam redução na lucratividade, sendo 26% com queda significativa e 23% com impacto parcial.

Por outro lado, somente 14,7% conseguiram aumentar a margem por meio do repasse de preços, o que indica uma dificuldade das empresas em transferir os aumentos de custos ao consumidor final.

O avanço das despesas operacionais, principalmente com insumos, folha de pagamento, tributos e aluguel, tem pressionado o caixa das empresas, ao mesmo tempo em que a capacidade de repassar esses aumentos ao consumidor segue limitada, mostra a pesquisa.

Segundo Genero, o cenário reforça a dificuldade estrutural enfrentada pelos pequenos negócios.

“A alta de custos é um dos principais desafios para as empresas brasileiras, especialmente para os pequenos negócios, que possuem menor capacidade de absorver ou repassar essas pressões".

"Os dados mostram que estamos diante de um cenário de compressão de margens, em que o aumento de despesas não é acompanhado, na mesma proporção, pela capacidade de reajuste de preços”, diz.

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